O Governo do Amapá e o Exército Brasileiro finalizam mapeamento de aproximadamente 78.000 km², extinguindo área de vazio cartográfico em uma das regiões mais preservadas da Amazônia.

Em abril de 2014, o Estado do Amapá, por intermédio da SEPLAN e SEMA, assinou dois convênios com a Diretoria de Serviço Geográfico (DSG) do Exército Brasileiro, por meio do 2º Centro de Geoinformação (2º CGEO), sediado em Brasília e do 4º Centro de Geoinformação (4º CGEO), sediado em Manaus.

O convênio finalizado (2º CGEO), contemplou o mapeamento de 78.000 km², na escala 1:50.000. A área mapeada corresponde principalmente às áreas do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, Parque Nacional do Cabo Orange, Reserva Biológica do Lago Piratuba, Estação Ecológica Maracá-Jipioca, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, Floresta Nacional do Amapá, Terra Indígena Wajapi, e parte da Terra Indígena Uaçá, Parque do Tumucumaque e Estação Ecológica do Jarí.

O restante do território encontra-se em fase de mapeamento, na escala 1:25.000, por meio de convênio com o 4º Centro de Geoinformação, sediado em Manaus. Trata-se da área que abriga todas as sedes municipais do Estado e a maioria das comunidades, além de infraestruturas como estradas, barragens e linhas de transmissão.

“Estamos entregando ao Estado, cerca de 5.000 produtos geoespaciais, destacando-se imagens Radar aerotransportado de todo o Estado, Modelos Digitais do Terreno, Modelos Digitais de Superfície, Altura da Vegetação, ortoimagens Radar colorida, ortoimagens Radar bandas X e P em diferentes polarizações, assim como fotografias aéreas de todas as sedes municipais, incluindo áreas das comunidades do Bailique, Vila Brasil, Lourenço, São Joaquim do Pacuí, Santa Luzia do Pacuí, Cunani e Santo Antônio Pedreira”, informa o Capitão Guimarães Filho, gerente do projeto no 2º CGEO.

“A execução da base cartográfica, escala 1:50.000, foi realizada em menos de 4 anos, envolvendo a aquisição, processamento e tratamento das imagens Radar aerotransportado. Um dos principais motivos da escolha por esta tecnologia baseou-se no fato de o Estado estar constantemente encoberto por nuvens.”, ressalta o Ten Cel Corbari, Chefe do 2° CGEO.

De acordo com Patrick Farias, coordenador de Geoprocessamento e Tecnologia da Informação do Amapá (CGTIA), os dados produzidos serão disponibilizados para consulta do público via internet, por meio de um portal que está em construção pelo Centro de Processamentos de Dados do Amapá (PRODAP), com transferência de tecnologia pelo 2º CGEO. Enquanto isso, o material pode ser consultado e solicitado por meio de ofício, para a SEMA.

As cartas topográficas, na escala 1:50.000, foram entregues nos formatos vetorial e matricial. As cartas no formato matricial (em pdf) poderão ser impressas sempre que necessário. “Os arquivos vetoriais estão estruturados conforme as normas técnicas previstas na Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) em 13 categorias de informação, destacando-se sistema de transportes, vegetação, relevo, hidrografia, educação, comunicação, estrutura econômica e saneamento”, explica o Cap Guimarães Filho.

De acordo com José Maria Luz do Rosário, um dos gestores técnicos do convênio, pela SEMA, a nova Base Cartográfica permitirá que o Governo do Amapá possa planejar da melhor maneira possível o ordenamento territorial, contemplando e integrando questões ambientais, econômicas, sociais e fundiárias, contribuindo para o desenvolvimento do Estado, diminuindo custos e otimizando tempo. “O recurso investido para elaboração da Base Cartográfica terá seu retorno apenas com a utilização e apropriação da informação por diversos setores do Estado”, alerta José Maria.


Por: Rosa Dalva - 19/12/2017 - 11:30
Fonte : Secretaria de Estado do Meio Ambiente