Sema inicia a implantação do Projeto Agroecologia em Escolas dos 16 municípios

O Governo do Estado do Amapá (GEA), por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), iniciou o processo de implantação do Projeto Agroecologia na Escola nos 16 municípios do Amapá, com o objetivo de qualificar profissionais, apoiar o sistema produtivo e despertar uma consciência sustentável nos estudantes.

A intenção do projeto é colocar, em pelo menos uma escola de cada município, áreas para o cultivo de flores tropicais, árvores frutíferas, plantas ornamentais, plantas medicinais e criação artesanal de abelhas, utilizando de um modelo agrícola de baixo impacto ambiental e sem custo para o Estado.

De acordo com o coordenador de Educação Ambiental da Sema, Paulo Nunes, nesta primeira etapa estão sendo realizadas em todos os municípios a capacitação dos agentes multiplicadores do projeto nas escolas, além da montagem de canteiros ecológicos para produção de frutas, legumes e hortaliças. “Estamos indo até os municípios, verificando as escolas que tenham interesse e espaço para receber o projeto, capacitando esses agentes, que podem ser estudantes, professores e membros da comunidade, para já iniciar a implementação do projeto”, explicou Nunes.

Para a implementação do projeto, são utilizados materiais recicláveis como garrafas pet, para a construção de canteiros e reaproveitamento de resíduos sólidos para compostagem. "Trabalhamos com o reaproveitamento, exatamente com a intenção de despertar essa consciência ecológica nos estudantes, mostrando que é possível ele fazer aquilo utilizando tão pouco", ressaltou o coordenador.

Escola de Pesca                                                                                             

O projeto deverá seguir o exemplo do que já foi iniciado no Centro Integrado de Formação Profissional em Pesca e Aquicultura do Amapá (Cifpa), também conhecida como Escola Técnica de Pesca, em Santana, onde desde 2017 é feito o cultivo de frutas e hortaliças através do processo de compostagem, que consiste na transformação de resíduos orgânicos em materiais utilizáveis na agricultura, além da criação artesanal de abelhas, que é essencial para a polinização das plantas.

O diretor do centro, Everaldo Borges Matos, destacou que o projeto conta com o envolvimento de alunos e professores, que criaram o interesse de cuidar do ambiente. “Iniciamos do zero, apenas com o apoio técnico da Sema, e hoje já estamos aproveitando todo o espaço que antes estava ocioso na escola. Conseguimos envolver toda a comunidade escolar, professores e alunos, mostrando que é possível produzir a partir do reaproveitamento de resíduos”, frisou o diretor.

Além das áreas de plantação, o centro ainda conta com espaços para criação de animais de avicultura e piscicultura. “Isso contribui na oferta dos nossos cursos técnicos profissionalizantes, nas áreas da tecnologia e recursos naturais como pesca, floresta e controle ambiental”, lembrou.

Economia

Além disso, o diretor da Escola de Pesca lembrou que a produção é utilizada diariamente no cardápio da merenda escolar dos próprios estudantes, trazendo, assim, uma economia para a unidade escolar. “Conseguimos economizar, e investir esse dinheiro em outras áreas, como, por exemplo, na compra de quadros de vidro e televisores para todas as salas de aula. Estamos estruturando nosso centro e trazendo mais conforto para os nossos estudantes”, destacou Matos.

 

Fonte: Secom


Por: Iran Froes - 07/05/2018 - 11:14
Fonte : Secretaria de Estado do Meio Ambiente