Exposição de obras artísticas e atrações culturais movimentam Cândido Portinari

O Centro de Educação Profissional em Artes Visuais Cândido Portinari proporcionou ao público amapaense, nos dias 12 e 13 de dezembro, uma extensa programação que contou com atividades culturais, artísticas e complementares para quem gosta ou tem afinidade com o mundo das artes.

A Mostra de Artes é feita, tradicionalmente, a cada fim de semestre para apresentar os trabalhos produzidos pelos estudantes da instituição. O objetivo é valorizar o esforço e dedicação de cada aluno em produzir e apresentar, durante o curso, um material mais bem preparado e profissional para o público.

O evento contou com a mesa redonda “Artes Visuais no contexto da Economia Criativa”, bem como peças teatrais, show de rap e outras atrações musicais, poesia, além da exposição de mais de 100 obras artísticas, desenvolvidas nos cursos do centro.

Expedito Souza, 17 anos, fez parte do elenco que apresentou a peça teatral “New Civilization”, que discorre sobre uma sociedade cada vez mais mecanizada, mas que no fundo ainda possui sensibilidade e humanidade. Para ele, foi muito representativo encenar algo que tocasse o público intimamente.

“Senti que sensibilizamos o público presente e isso me deixou feliz. Além disso, pude encenar todas as técnicas mistas de teatro e aprender bastante. Também criamos movimentos e escolhemos frases que os representassem. Essa ação já era o primeiro ato da peça”, comentou o estudante do curso técnico em teatro, do Cândido Portinari.

Artista homenageado

A cada edição a mostra homenageia um artista amapaense. Já estiveram nessa lista o pintor João de Deus, o escultor e ceramista Trokkal e o artista plástico Grimualdo Barbosa. Agora é a vez do pintor Ivam Amanajás.

 

Ivam nasceu na década de 1950, na capital amapaense. Começou suas atividades de forma autodidata, aos 13 anos de idade, momento que teve a oportunidade de participar de uma exposição no extinto Ginásio de Macapá, junto com artistas prestigiados na região. Ivam recorda que gostava de pintar as louças de cozinha de casa. Seu pai, ao perceber o talento e gosto por pintura, pediu para um amigo próximo o ensinar.

Desde então nunca mais parou de pintar. São mais de mil obras produzidas até agora, dentre elas, expostas na Mostra de Artes, as produções “Sinais”, “Detalhe de onde esqueci” e “Óptico”.

“Sou um pintor muito eclético, consigo passar por várias escolas. Mas hoje, aos 62 anos, gosto particularmente de três escolas, que são: paisagismo, por ser amante da Amazônia e suas cores; surrealismo, por me fazer viajar mentalmente; e abstrato, que é uma válvula de escape para mim”, explicou o pintor Amanajás.

Cândido Portinari

Há mais de 40 anos, o Cândido Portinari é referência em ensino de artes para o povo amapaense e tem papel importante na difusão da cultura regional. O centro oferece cursos profissionalizantes em serigrafia, ilustrador, artesão de pintura em tecidos, e pintor de obras imobiliárias. Além disso, também oferta cursos técnicos em artes, teatro, artesanato, processos fotográficos, comunicação visual, e computação gráfica.

Para o José Edivan Boiba, diretor do Cândido Portinari, a instituição é bastante reconhecida e colabora, profundamente, para o desenvolvimento artístico amapaense. “Nossos exposições são bem prestigiadas pelo povo amapaense, assim como os trabalhos apresentados pelos estudantes estão cada vez mais profissionais. E o apoio que recebemos é maravilhoso. Nessa mostra, tivemos tantos artistas locais reconhecidos em nosso Estado, como os Poetas Azuis, Pena e Pergaminho, Ozy Rodrigues, Jackson Amaral, entre outros. Fique registrado nosso agradecimento”, finalizou o diretor.


Por: Caroline Mesquita - 17/12/2018 - 14:00
Fonte : Secretaria de Estado da Educação