Festa dos Povos - Museu Sacaca

O Governo do Amapá inaugurou nesta sexta-feira, 30, duas novas ambientações e reinaugurou três espaços dentro da exposição a céu aberto do Museu Sacaca. O evento, denominado “Festa dos Povos” reuniu pessoas de várias etnias com o objetivo de resgatar e preservar as tradições dos povos amazônidas.

“A ‘Festa dos Povos’ está ocorrendo em um momento muito oportuno, no qual a Amazônia ocupa os centros das atenções do Brasil e do mundo. Defender a Amazônia significa não só a proteção de nossos recursos naturais, mas, sobretudo, é defender os povos que nela habitam, seja nas capitais, nas áreas rurais, indígenas ou quilombolas”, falou o governador do Amapá, Waldez Góes.

Dos novos espaços, três ambientações foram reconstruídas e revitalizadas: as casas indígenas Wajãpi e Palikur, e a Sumaúma das Palavras. Dois espaços inéditos já estão abertos para visitação: a casa indígena Wayana e Aparai, e o Espaço Multimídia.

A diretora-presidente do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), Marlene Almeida, lembrou que os espaços servem para contar um pouco da história de cada etnia.

“O Museu Sacaca é a casa dos povos da Amazônia, e nos dá muita satisfação poder entregar para eles esses novos espaços”, frisou a gestora.

Durante a festa, a secretária extraordinária dos Povos Indígenas, Eclemilda Maciel, lembrou que no Amapá existem cerca de 12 mil indígenas, de 9 etnias, que vivem em mais de 180 aldeias espalhadas pelo território amapaense.

Foto: Marcelo Loureiro

“A abertura desses espaços é a realização de um sonho, mas, é só o começo, porque nosso objetivo é que, futuramente, todas as nove etnias tenham uma casa aqui dentro”, declarou a secretária.

Os recursos das três casas indígenas, na ordem de R$ 56 mil, foram provenientes da contrapartida financeira que o Iepa, através do Núcleo de Arqueologia, garantiu com a preservação de materiais arqueológicos resgatados na área de impacto da Hidrelétrica de Santo Antônio do Jari.

Todas as edificações indígenas foram erguidas pelos próprios povos das aldeias, e a matéria prima totalmente extraída das suas próprias florestas. As visitações aos espaços serão guiadas por pessoas das próprias etnias indígenas, que estão na capital fazendo cursos de ensino técnico ou superior.


Por: Gabriel Dias - GEA - 30/08/2019 - 16:30
Fonte : Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas